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Pesquisador promove melhorias no Irrigador Solar para aumentar durabilidade
Uma mudança realizada pelo pesquisador é a troca da mangueira responsável por levar a água do equipamento para o distribuidor, na parte externa
Quarta, 24 de Novembro de 2021
Divulgação

Seis anos após desenvolver o Irrigador Solar, o pesquisador da Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP), Washington Luiz de Barros Melo, continua implementando melhorias no aparelho destinado à irrigação por gotejamento. Às 11 horas desta quarta-feira, 24, o físico vai apresentar na Semiárido Show, que ocorre em formato virtual, às melhorias realizadas para proporcionar maior durabilidade aos acessórios da tecnologia, uma das mais acessadas na página da Embrapa.

Na tenda do Conhecimento, sala Mandacaru, o pesquisador vai explicar as substituições de alguns componentes do Irrigador Solar. Entre eles, o material utilizado para vedação da garrafa de vidro que, acoplada ao aparelho, é aquecida pela luz do sol e com o calor gerado, empurra a água contida em seu interior para a mangueira destinada ao gotejamento. “Substituímos o material anterior por manta de silicone, mais elástica e resistente”, explica o pesquisador.

Outra mudança realizada pelo pesquisador é a troca da mangueira responsável por levar a água do equipamento para o distribuidor, na parte externa. A nova mangueira, de cor leitosa, apresenta características especiais.

“É uma mangueira com alta resistência térmica, baixa viscosidade, capacidade de vedação e facilidade para flexionar. A função dessa peça é fundamental para o funcionamento do aparelho, por ficar exposta à luz solar. Ela é também a que faz a conexão com a mangueira de silicone, outra novidade da tecnologia, localizada internamente no Irrigador Solar”, esclarece Melo

 Durante a apresentação, o pesquisador vai mostrar três versões da tecnologia, a que segue o conceito “faça você mesmo”, que caracterizou os primeiros modelos, a comercial e o exemplar acadêmico, destinado à demonstração para o público estudantil.

Além das substituições realizadas, a versão comercial também ganhou novas cores, uma camuflagem verde para que o aparelho possa se integrar à paisagem do jardim. “Pensei numa versão, com designer mais funcional e prático, similar a uma peça de decoração que pudesse compor o jardim, mas com o papel de não só enfeitar, mas principalmente o de irrigar as plantas”, diz o inventor da tecnologia.

Segundo Melo, o Irrigador Solar continua com as mesmas funcionalidades e princípio de funcionamento de versões anteriores. ”O ar se expande quando aquecido, como se fosse uma bomba que pressiona a água para a irrigação”, explica o físico.

Destinado a pequenos produtores e jardineiros, o Irrigador Solar é um sistema automático sem fotocélulas, que não demanda eletricidade, porque depende apenas da luz solar para funcionar. A operação por gotejamento promove economia de água e, assim, evita o desperdício do recurso natural.

Saneamento rural

Amanhã, 25, às 8 horas, também em palestra virtual, o pesquisador Wilson Tadeu Lopes da Silva e o analista Carlos Renato Marmo vão apresentar o sistema de saneamento básico destinado à área rural. São três tecnologias, a Fossa Séptica Biodigestora, Clorador Embrapa e Jardim Filtrante.

Os dois vão explicar os problemas da falta de saneamento na área rural do País, as consequências para a população e para os sistemas de saúde pública, bem como as tecnologias sociais, simples e de baixo custo, disponíveis para adoção.

Enquanto a Fossa Séptica Biodigestora é destinada ao tratamento do esgoto doméstico, o Jardim Filtrante é para as chamadas águas cinza, provenientes de pias, banheiros e tanques. Já o Clorador Embrapa é uma solução simples para tornar á água potável. Ao final, os apresentadores estarão disponíveis para sanar dúvidas de interessados nas tecnologias de baixo custo.

As apresentações também serão realizadas na Tenda do Conhecimento, sala Mandacaru.

Fonte: Da redação, com informações Embrapa
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