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Syngenta escolhe startup gaúcha para recuperar áreas degradadas
ConnectFarm foi selecionada para orientar produtores do projeto Reverte, realizado pela Syngenta, em parceria com a ONG The Nature Conservancy (TNC)
Quarta, 10 de Novembro de 2021
(Divulgação)

A startup ConnectFarm foi a assessoria escolhida para atuar na orientação de produtores rurais participantes do projeto Reverte. Desenvolvido pela Syngenta, em parceria com a ONG The Nature Conservancy (TNC), a iniciativa quer recuperar pelo menos 1 milhão de hectares de terras degradadas no Brasil nos próximos 5 anos. A agtech gaúcha selecionada pela multinacional une inteligência de dados com sustentabilidade para o aumento da produtividade. Com três anos de trabalho, já conta com 496 produtores em carteira em sete Estados. Para este ano, projeta faturar R$ 6 milhões — o que representa uma expansão de 80%.

A parceria consiste no fornecimento de cultivares de soja mais resistentes, com sistemas radiculares robustos próprios para áreas de início de cultivo em solos ainda mais pobres. Além disso, a multinacional vai promover um novo modelo de soluções financeiras em parceria com bancos que permitam ao agricultor se estruturar para recuperação dessas áreas. A ConnectFarm, por meio da definição e avaliação de protocolos, indicará as melhores práticas para monitorar a dinâmica do cultivo. A TNC, maior organização não-governamental de conservação ambiental do mundo, validará as práticas agronômicas sustentáveis.

De acordo com o CEO da ConnectFarm, Rodrigo Franco Dias, o projeto prevê a supervisão de quase 7 mil hectares em três estados: Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Tocantins. O executivo destacou o alinhamento da agtech e da Syngenta com as premissas do projeto. 

– Ao converter terras de pastagem degradadas em áreas para cultivo de soja e outros grãos colaboramos com uma produção sustentável. Estamos felizes por termos sido escolhidos pela Syngenta como empresa de consultoria parceira deste projeto. Temos um alinhamento natural com princípios de sustentabilidade e geração de valor – comenta Dias.

O Censo Agropecuário Nacional reconhece atualmente 12 milhões de hectares de pastagens degradadas no país que podem ser recuperadas e convertidas para a agricultura, sendo 8 milhões apenas no Cerrado brasileiro. Estima-se, porém, que o número seja bem maior, entre 80 e 100 milhões, de acordo com a Universidade Federal de Goiás (UFG). 

A ConnectFarm trabalha em projetos que aliam produtividade à inovação, sustentabilidade e impacto social. A startup gaúcha integra o Intensive Connection, programa de aceleração promovido pelo hub de inovação AgTech Garage, localizado em Piracicaba (SP). Promove ainda a inclusão digital de agricultores familiares e pequenos produtores no projeto 5K. E, em parceria com uma escola técnica do Rio Grande do Sul, o Mesa Brasil e a Rede Biofort, leva alimentos biofortificados a 6 mil pessoas em vulnerabilidade social.

Fonte: Da Redação, com informações da Agência Critério
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