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Soja começa a semana com leves baixas na Bolsa de Chicago
As cotações recuavam pouco mais de 2 pontos nos principais vencimentos
Segunda, 18 de Outubro de 2021
Divulgação

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam com leve queda na Bolsa de Chicago nesta manhã de segunda-feira, 18. Por volta de 7h35 (horário de Brasília), as cotações recuavam pouco mais de 2 pontos nos principais vencimentos, com o novembro/21 - referência para a safra americana - vinha cotado a US$ 12,15 - e o maio/22 - referência para a safra brasileira - valendo a US$ 12,42 por bushel. 

O mercado vinha refletindo seus fundamentos, com o avanço da colheita nos EUA, avanço do plantio no Brasil - que pode alcançar área recorde nesta temporada - além das estimativas de estoques - americanos e mundiais - maiores do que os que vinham sendo inicialmente estimados. O clima na América do Sul também ganha, cada vez mais, espaço no radar. 

Do mesmo modo, os traders acompanham o comportamento da demanda da China e em que ritmo fará suas novas compras que ainda precisam ser feitas até o final deste ano e onde elas serão realizadas. Na última semana, traders reportaram aquisições de soja brasileira pela nação asiática, para embarque novembro, mesmo mais cara do que a dos EUA neste momento. 

Ainda na Bolsa de Chicago, os futuros do óleo de soja testam tambémn leves ganhos, de pouco mais de 0,20%, enquanto o farelo cai mais de 0,3%. 

Atenção ao financeiro, onde os preços do petróleo sobem mais de 1% tanto no brent, quanto no WTI, e que leva o barril do brent negociado em Londres a, novamente, superar os US$ 85,00 por barril, à queda do gás natural, as baixas entre algumas outras commodities como o ouro e a prata, e à alta do dólar index de 0,15% na manhã desta segunda-feira. 

Neste início de semana, o mercado espera também por dois novos boletins do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), sendo o primeiro dos embarques semanais de grãos e o segundo, o semanal de acompanhamento de safras que traz o percentual de área já colhida nos Estados Unidos. 

Todo este cenário segue motivando a saída dos fundos de investimento do mercado de grãos, como explicam os analistas da Agrinvest Commodities.

"Fundos continuam reduzindo sua exposição no milho e na soja. No entanto, a posição comprada no milho ainda é muito grande - mais de 220 mil contratos - enquanto a posição no complexo soja está caminhando para a neutralidade - fundos estão comprados na soja em 29 mil contratos, comprados no óleo em quase 73 mil e vendidos no farelo em mais de 40 mil. A estratégia central dos fundos no complexo da soja continua sendo na alta do oil share - valor do óleo em relação à soma dos derivados. Faz sentido? Sim, até que o quadro global de óleos se normalize", afirmam. 

Fonte: Da Redação, com informações Notícias Agrícolas
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