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Sementes Trentin retoma tradicional Tarde de Campo de Inverno
Principal alerta em relação à sanidade das lavouras de trigo é para o controle da giberela, cujo aparecimento está relacionado às chuvas das últimas semanas. Pesquisador também orientou sobre manejo estratégico da cultura para altos rendimentos
Quinta, 14 de Outubro de 2021
Evento ocorreu na Fazenda Trentin, em Palmeira das Missões (Débora Franke)

Agricultores, profissionais de assistência técnica e demais parceiros da Sementes Trentin acompanharam a edição 2021 da Tarde de Campo de Inverno da empresa, realizada na sexta-feira, dia 8 de outubro. O encontro técnico ocorreu na sede da Fazenda Trentin, na Esquina Scherer, em Palmeira das Missões/RS – marcando a retomada de eventos presenciais do empreendimento.

Os visitantes foram recepcionados pelos proprietários e funcionários da Sementes Trentin, bem como parceiros das marcas obtentoras de genética, como a OR Sementes, a Biotrigo Genética, a Embrapa Trigo e a Fundação Pró-Sementes. 

– É um momento muito importante e simbólico para nós, porque estamos podendo retomar este contato mais direto com os clientes e parceiros. Nosso foco é sempre em atender as demandas do agricultor a campo. Por isso nossa preocupação em trazer novidades para as culturas de inverno – salienta a sócia-proprietária Elizandra Trentin Baptistella.

Direção da Sementes Trentin acolheu visitantes (Foto: Gracieli Verde)

 

O clima era de otimismo em relação à safra de inverno tendo em vista as cotações em alta, mas também de alerta em relação a doenças nas lavouras de trigo, que em sua maioria estão na fase de florescimento. O professor e fitopatologista Erlei Melo Reis – docente aposentado da Universidade de Passo Fundo e hoje integrante do quadro da Universidade de Buenos Aires –, observou que as condições climáticas têm sido favoráveis para o desenvolvimento da giberela, exigindo um cuidado redobrado dos agricultores.

– Por isso, os agricultores precisam estar atentos às aplicações de fungicida eficientes, usar espalhantes siliconados, pontas de pulverização que assegurem o molamento da espiga nas suas laterais, e cuidado com a velocidade do trator, que não pode exceder os 10 km/h – pontua o professor.

Reis reforçou que com as previsões de chuvas frequentes, este é o maior alerta para o atual momento. “Para que esta doença se desenvolva, se requer mais de 24 horas de molhamento contínuo das flores masculinas presentes na espiga do trigo.  Portanto, é preciso também que a assistência técnica esteja atenta a isso”, orienta.

 

Manejo estratégico da cultura do trigo

O professor Reis também abordou aspectos relacionados ao controle de outras doenças que podem aparecer nas lavouras de trigo, com foco na manutenção da rentabilidade do produtor. De modo didático e objetivo, o professor defendeu um manejo focado no controle de doenças e que este começa ainda antes de semear a cultura, com a escolha de variedades, especialmente de acordo com as resistências que demonstram a campo – a exemplo de patologias como o oídio ou a ferrugem da folha.

– Orientamos os produtores a não cultivarem trigo em áreas que tenham histórico de mosaico ou fazer o plantio sobre a palhada do próprio trigo. Isso ajuda a evitar ou reduzir as manchas foliares e, sobretudo, o chamado “mal do pé do trigo”, que se trata de uma podridão radicular de difícil controle. Por isso, a rotação de culturas também é importante no inverno – listou Reis.

Nestas áreas de rotação, conforme explica o professor, os agricultores deveriam fazer sempre o tratamento de sementes com produtos específicos para o controle de manchas foliares. “E chamo atenção para o fato de que práticas como a rotação de culturas e o tratamento de sementes precisam ser feitas em conjunto, e não uma isolada da outra, para termos mais eficiência”, assinala.

Fitopatologista Erlei Melo Reis (Foto: Gracieli Verde)

 

Outro cuidado compartilhado pelo professor é com relação ao controle do azevém em áreas destinadas para a agricultura. 

– Esta é a chamada “planta do mal” para culturas do inverno, porque é suscetível ao “mal do pé”, que também atinge o trigo; e porque tem uma mancha foliar própria que, devido aos anos de infestação das lavouras, passou a atacar o trigo. O azevém só é bom para quem tem gado de leite – reitera Reis.

Com vários grupos participantes, o professor priorizou também por atender as principais dúvidas relacionadas a lavouras comerciais de trigo. “Foi uma abordagem muito completa que recapitulou aspectos agronômicos importantes sobre a cultura. Foi muito positivo”, classificou o agrônomo Mauro Baptistella, um dos diretores da Sementes Trentin. 


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Fonte: Gracieli Verde | Estúdio Novo Rural - Conteúdo para o Agronegócio
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