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Operação 365: Ação estimula melhoria da qualidade do solo
Cotrijal, Rede Técnica Cooperativa, Embrapa Trigo e Universidade de Passo Fundo lançam programa que pretende ser a nova “Operação Tatu” na busca de melhoria da qualidade do solo e maior produtividade nas culturas no Rio Grande do Sul
Quarta, 21 de Julho de 2021
Divulgação/Cotrijal

A qualidade do solo é fundamental para que as sementes de alto potencial produtivo hoje disponíveis no mercado possam expressar os melhores resultados a campo. Um dos marcos na busca por terras mais férteis foi a Operação Tatu, deflagrada na década de 1960, que visava basicamente corrigir a acidez dos solos.

Desde então, a pesquisa avançou muito e cooperativas têm dedicado especial atenção ao assunto, buscando respostas e soluções, como o investimento na agricultura de precisão, que tem contribuído para alavancar a produtividade das culturas. Esse trabalho foi fundamental para fazer a soja render dez sacas a mais por hectare na região de atuação da cooperativa em relação à média do Rio Grande do Sul nos últimos anos.

Com o pensamento de estender em nível de Estado os avanços até então obtidos de forma mais regionalizada e fazer um acompanhamento anual das condições do solo, apontar manejos e dar o suporte ao produtor, a Cotrijal, a Embrapa Trigo, a Universidade de Passo Fundo (UPF) e a Rede Técnica Cooperativa (RTC) - através de seus pesquisadores e cooperativas ligadas à CCGL - lançam a Operação 365. A primeira ação aconteceu na propriedade do produtor Giordano Schiochet, em Não-Me-Toque, na quarta-feira, 14 de julho.

Durante todo o dia, profissionais técnicos de cooperativas gaúchas e pesquisadores da Embrapa Trigo e da RTC abriram várias trincheiras no talhão selecionado para o projeto-piloto e avaliaram as condições do solo. Além da análise visual, serão feitas também avaliações em laboratório. O objetivo é identificar níveis de fertilidade, capacidade de infiltração de água, grau de compactação, dentre outros atributos.

Foco na sustentabilidade

Um dos focos do programa é o estímulo à agricultura sustentável, para manter o sistema de plantio direto e viabilizar o ingresso no mercado de créditos de carbono. “A iniciativa valorizará os produtores que conduzem seus trabalhos de forma sustentável, beneficiará o meio ambiente e ainda possibilitará o acesso a recursos financeiros”, avalia o gerente de pesquisa da CCGL-RTC, Geomar Corassa.

Nesse primeiro módulo, serão realizadas mais duas visitas a propriedades do Rio Grande Sul. Ainda nesse mês de julho, acontecerão ações técnicas nos municípios de Júlio de Castilhos e Sarandi.

Cada produtor participante do programa receberá uma classificação, referente à qualidade do solo de sua propriedade. “O cartão ‘black’ será para aquele que apresentar a melhor condição do solo, seja em fertilidade, infiltração, compactação e manejo. Assim, vamos dar condições ao produtor para que ele possa trabalhar em um solo saudável e ainda obter preferência em linhas de crédito”, explica Giovani Stefani Faé, chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Trigo.

Fonte: Da Redação, com informações da Cotrijal
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