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O novo agronegócio exige mais integração entre o rural e o urbano
Esta é uma das defesas do agrônomo e ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues compartilhadas nesta noite de quinta-feira, dia 17, por meio de live promovida pela Sicredi Alto Uruguai RS/SC/MG, nos canais digitais da cooperativa de crédito
Quinta, 17 de Junho de 2021
(Reprodução)

A necessidade de uma maior integração entre o rural e a cidade faz parte de um “novo agronegócio”. Esta é uma das defesas do agrônomo e ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues compartilhadas nesta noite de quinta-feira, dia 17, por meio de live promovida pela Sicredi Alto Uruguai RS/SC/MG, nos canais digitais da cooperativa de crédito.

– Um depende do outro e quem manda em nós, do campo, é o consumidor. A cidade e o campo estão juntos gerando emprego. Estamos no mesmo trem – disse.

Como desafios, Rodrigues citou a necessidade de desmistificar que o agricultor brasileiro poliu ou não é sustentável. É preciso “andar juntos” rumo a uma produção cada vez mais antenada nas boas práticas focadas na preservação do meio ambiente. Para isso, segundo ele, também é preciso ser mais claro em relação à comunicação do agronegócio. Desmistificar questões relacionadas ao uso de defensivos agrícolas foi outro ponto citado por Rodrigues. “Temos que mostrar direito o que e como fazemos”, defende.

Antes disso, o ex-ministro trouxe dados mostrando a liderança do Brasil na produção de vários alimentos, bem como o potencial que ainda há em vários produtos. 

– Nós temos potencial para produzir mais alimento e garantir alimento para o mundo em função do clima, do potencial de mão de obra e vários outros aspectos. Eu me emociono em falar, mas é uma verdade: não há paz onde há fome, este é o maior desafio. Podemos ser campeões mundiais da paz – exclamou, deixando uma mensagem de entusiasmo à audiência.

Perspectivas para o novo ano agrícola

Rodrigues compartilhou algumas percepções de como os preços de produtos agrícolas devem se comportar nos próximos anos, tendo em vista que em 2020 e 2021 o mercado tem visto números diferenciados – a exemplo dos grãos em patamares históricos.

Ele ressalta que pelo menos três “C”s praticamente “mandam” no agronegócio brasileiro: o câmbio, clima e a China. E isso não mudará. 

– Em termos que cotações, em 2022 pode cair um pouco a rentabilidade do produtor. Para 2023, essa queda nas cotações deve ser mais evidente. Isso faz parte da economia rural: produtores aumentam tecnologia e a produção, a demanda começa a equilibrar e os preços caem. Os anos de 2020 e 2021 são fora da curva porque têm a pandemia do coronavírus – avaliou, ressaltando que o momento é de cautela.

Aos jovens, deixou uma mensagem de que é importante dar um propósito à vida, e não apenar se perguntar "qual a missão ou razão de existir". “Em vez de perguntar qual o sentido da vida vamos dar um sentido para a vida, fazer um mundo melhor”, convidou.

 


Podemos aumentar a produção exportada de alimentos em 40% em 10 anos?
Veja o check-list citado pelo ex-ministro, a chamada “estratégia integral”

- Reformas na parte logística, levando mais eficiência e custos mais competitivos

- Política de renda mais clara

- Mais acordos e diplomacia com o comércio internacional

- Ter acesso a mais tecnologia, com digitalização conectividade

- Sustentabilidade: focar em sanidade dos rebanhos e certificações 

- Organização rural: usar modelos como o cooperativismo

- Melhorar as legislações

- Estar atento ao “novo agronegócio”, que prevê maior integração da área rural com a urbana

- Criar novos sistemas integrados de produção e comercialização, trazendo mais eficiência e qualidade


 

Assista:


 

Fonte: Gracieli Verde | Novo Rural
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