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Levantamento revela dados do programa Bolsa Juventude Rural
Quinta, 17 de Junho de 2021
(Reprodução)

Segundo informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapedr), 1.735 jovens foram atendidos por meio do programa Bolsa Juventude Rural, 2.036 bolsas foram disponibilizadas, 569 escolas atendidas em 491 municípios de 2013 a 2020 (com repetição). 

De 2017 para 2018 houve um aumento de 142% na procura dos jovens pelo programa, passando de 327 para 793. Em 2018, a procura aumentou 45%, passando para 1152 e no ano de 2020 o aumento foi de 1,5%, passando para 1169. “O programa tem procura, tem interesse e tem potencial para ampliar ainda mais”, salienta Emanuelle Magiero, coordenadora do programa e chefe da Divisão de Políticas Públicas para Jovens, Mulheres e Idosos.

O levantamento mostra que o maior desafio é o preenchimento correto da documentação exigida pelo edital. Entre os inabilitados para o programa, 40% não apresentaram corretamente a documentação pessoal e os documentos da família, 25% tiveram problemas com a documentação da escola, 19% houve algum erro no preenchimento ou falta de assinatura no pré-projeto e 16% apresentaram problemas na DAP/Extrato.

Estes percentuais demonstram a necessidade de conhecimento do programa e do edital por quem auxilia o jovem, para que o mesmo apresente corretamente a documentação.

Os dados também revelaram que 77% dos jovens investem o valor da bolsa diretamente no projeto produtivo, 18% utiliza no projeto produtivo e para uso pessoal e 5% apenas para uso pessoal. 
Os dados foram apresentados nesta quinta-feira, dia 17, durante o 1º Seminário Estadual do Bolsa Juventude Rural, que ocorreu de forma virtual. Mais de 300 pessoas, entre estudantes, dirigentes de escolas e extensionistas da Emater, participaram de diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

 

Exemplos do programa

A diretora da Escola Estadual Liberato Salzano, do município de Liberato Salzano, diz que a escola participa desde 2018, com 34 jovens. São 11 jovens do colégio e 23 da Escola Estadual Indígena. “Mesmo durante a pandemia, criamos grupos de whatsapp para estimular os alunos a participar do Programa”, revela Rosicler de Carli. Ela citou o exemplo de um bolsista da escola que comprou sementes para pastagens dos bovinos de leite para a sua propriedade e um notebook para agilizar o processo”.

A técnica da Emater de Cidreira, Fernanda Gilli, mostrou todo o trabalho de extensão desenvolvido de orientação, divulgação, apoio e colaboração junto aos jovens. “Nós acompanhamos todas as etapas do processo, identificando o potencial dos jovens no desenvolvimento do projeto produtivo”. O município tem pescadores artesanais, pecuaristas familiares, apicultores, indígenas e quilombolas.

A estudante Micheli Motter, de 17 anos, cursa o terceiro ano da Escola Estadual de Ensino Médio Nossa Senhora de Lourdes, de Três Arroios, e tem uma bolsa do Programa. Ela mora com os pais numa propriedade de 12,3 hectares onde planta milho e soja e cria bovinos e ovinos. Micheli acredita que a bolsa estimula a pensar a propriedade e desenvolver novas formas de atuação.

Fonte: Da Redação, com informações da Seapdr
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