Amostras de colmeias registram presença de inseticida no RS | Pecuária | Notícias | Novo Rural
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Amostras de colmeias registram presença de inseticida no RS
De janeiro a maio, Secretaria da Agricultura coletou 18 amostras de colmeias pelo Estado
Terça, 15 de Junho de 2021
Fernando Dias/Divulgação

Entre janeiro e maio de 2021, 77% das amostras de colmeias com mortandade de abelhas no Rio Grande do Sul apontaram a presença do ingrediente ativo fipronil, inseticida de amplo espectro utilizado em vários tipos de cultura. O resultado foi divulgado pelo chefe da Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), Rafael Friederich de Lima, durante o webinar "Deriva de Agrotóxicos, proteção de abelhas e culturas sensíveis", evento promovido pelo Crea-PR e pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) na segunda-feira, 14 de junho.

No período avaliado, foram coletadas 18 amostras de colmeias que registraram mortandade, algumas em 100% das abelhas. O material recolhido foi enviado para o Laboratório de Análise de Resíduos de Pesticidas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). “Dos 13 laudos já prontos, verificou-se a presença do fipronil em 77% das amostras. Em 69% delas, havia a presença de mais de um ingrediente ativo. E em duas foram registradas as substâncias Carbofurano e Fluquinconazol, de uso proibido no Rio Grande do Sul”, enumerou Rafael.

Lima ponderou que vários fatores influenciam para haver um número reduzido de amostras. “Existem poucas notificações oficiais, pois há um receio em denunciar por envolver áreas de terceiros. Temos promovido palestras, reuniões e distribuição de cartilhas para estimular o apicultor a procurar a Secretaria e notificar”, detalha.

A partir da denúncia, que pode ser registrada em qualquer inspetoria ou escritório de defesa agropecuária da SEAPDR, uma equipe composta de um agrônomo e um médico veterinário da Secretaria visita a propriedade para a coleta de amostras. “Esta ação conjunta é necessária para avaliar se doenças podem ter sido, também, um dos fatores na mortandade das abelhas”, explica Rafael.

Fonte: Da Redação, com informações Seapdr
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