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Técnica busca ativação genética via nutrição para elevar performance de vacas
Segundo a USP, nutrigenômica gerou maior desempenho e imunidade na pecuária de leite
Terça, 15 de Junho de 2021
Divulgação

A produção de bovinos já conta com uma tecnologia que mescla genética e nutrição para elevar os resultados dos pecuaristas. Conhecida como nutrigenômica, a técnica é capaz de “ativar genes” de interesse econômico por meio da suplementação nutricional dos animais.

Por meio do estudo do efeito de cada nutriente na expressão gênica dos animais, a Alltech visa contribuir para o setor seguir evoluindo em conjunto com outros fatores como bem-estar animal, saúde, ambiência e genética.

O zootecnista Daniel Lobato, gerente de vendas para ruminantes da empresa, conta que, recentemente, foi desenvolvido um estudo na Universidade de São Paulo (USP) para avaliar o uso de aditivos naturais, embasados em nutrigenômica na dieta de bovinos.

A pesquisa apontou que a utilização da tecnologia permitiu um incremento de mais de 1,2 litros de leite/vaca/dia. “A solução foca no resultado final, que é a produção de leite, mas observamos melhoria na imunidade e na saúde dos animais, além da redução dos níveis de estresse, mas traz também, de imediato, o aumento de produtividade”, afirma Lobato.

Avanço

O zootecnista explica que estes aditivos naturais são compostos por pré e probióticos, leveduras vivas, adsorventes de micotoxinas e um blend de minerais na forma orgânica. Dessa forma, segundo o especialista, é possível auxiliar o produtor em diversos obstáculos que se apresentam no campo.

“A tecnologia não é um pó mágico, que vai resolver tudo, mas pode ajudar em diversos fatores, pois cada um dos nutrientes e aditivos que estão presentes na composição podem ajudar muito na imunidade”, destaca.

A melhoria no aporte de minerais com alta biodisponibilidade, por exemplo, fortalece o sistema imunológico, auxiliando na redução de problemas como a mastite, relata Lobato.

“Quando utilizamos o elemento cromo, que atua na redução do cortisol, conhecido como o hormônio do estresse, ajudamos as vacas a superarem esses momentos de adversidades e também, por consequência, na imunidade”, comenta.

Segundo ele, proteger os animais contra micotoxinas melhora a imunidade e ajuda diretamente na reprodução, bem como outros benefícios, como melhoria da saúde intestinal, e vacas produzam mais produtivas.

A pesquisa da USP utilizou o ativo, batizado Milk-sacc +, para visar inovação, tecnologia e desempenho por meio da nutrição mineral na medida exata para os rebanhos, níveis de suplementação adequados para desempenho produtivo e reprodutivo. 

Fonte: Da Redação, com informações AgEvolution
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