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Vinho: a bebida do inverno com consumo em alta
Um dos influenciadores do aumento na venda é o cenário gerado pela pandemia
Quinta, 13 de Maio de 2021
Família Camargo, em Frederico Westphalen, produz vinhos a partir de parreirais próprios (Gracieli Verde/Arquivo Novo Rural)

Chegando próximo da estação mais fria do ano e com as temperaturas já em queda, é comum que o consumo de vinhos aumente. Mas não é somente este fator que tem influenciado o mercado de vinhos nos últimos tempos. A pandemia do novo coronavírus fez com que o consumo aumentasse, refletindo nas vendas em canais como supermercados e no e-commerce. 

– O ano de 2020 foi especial para o vinho do Brasil devido ao estado pandêmico. Tivemos um aumento considerável das vendas e também se observou um crescimento significativo no consumo de vinhos brasileiros em função do aumento de câmbio para vinhos importados, mesmo com a elevação dos preços dos vinhos nacionais – avalia o engenheiro de alimentos e consultor Alex Copetti de Araújo.

Alex Copetti de Araújo, engenheiro de alimentos e consultor (Arquivo pessoal) 

O aumento na venda de vinhos nacionais finos foi de aproximadamente 30%. Este fator elevou o consumo per capita de 2 litros para 2,7 litros no ano.

– Já os vinhos importados mantiveram a relação dentro do mercado. Os vinhos chilenos correspondem a cerca de 40% do mercado; os argentinos e portugueses, 15% cada.  Estes são os países mais procurados pelas empresas brasileiras na hora de importar – revela Araújo, que presta consultorias em SC e no RS, inclusive em Erechim.

Outro destaque é para os novos formatos de embalagens de vinho, como as chamadas “bag in box”, que na prática é uma embalagem com maior capacidade de armazenamento e que permite maior durabilidade ao vinho se comparado às garrafas tradicionais.

Para este ano, a expectativa é manter o cenário com mais empresas atuando no mercado on-line, com os supermercados sendo abastecidos por novas importações, inclusive de novos países.

– O dólar influencia bastante no preço final ao consumidor. Contudo, os supermercados que negociam diretamente ainda conseguem preços razoáveis para a venda. É claro que ainda temos um gargalo que é o contrabando feito por pessoas que vão para a Argentina e trazem vinhos a preços muito menores se comparado às importadoras e supermercados – pontua o consultor.

Outro fator que poderá influenciar no mercado é que em 2020 o Brasil teve uma safra histórica e 2021 caminha nesta mesma direção.  “Os exemplares de 2020 chegarão com um preço acima devido à qualidade superior que terão”, acredita Araújo.

O viticultor Alexandre Camargo, que mantém produção de uvas e vinhos em Frederico Westphalen/RS, confirma este cenário positivo para o mercado. O vinho produzido na cantina da família tem tido uma comercialização positiva e ele estima um crescimento de 30% nas vendas neste ano. “Provavelmente vamos vender nossa produção em um espaço de tempo menor do que em temporadas anteriores”, salienta.

Fonte: Gracieli Verde | Novo Rural
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