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FREDERICO WESTPHALEN - RS
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Empresa paranaense fornece ovos embrionados para produção da Butanvac
Desenvolvida pelo Instituto Butantan, o vacina utiliza ovos de granjas comerciais para gerar doses de vacinas inativadas, feitas com fragmentos de vírus mortos
Segunda, 29 de Março de 2021
Divulgação

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou na sexta-feira, 26 de março, que o Instituto Butantan iniciou o desenvolvimento e a produção-piloto da primeira vacina brasileira contra o novo coronavírus. A expectativa é que os ensaios clínicos de fases 1 e 2 em humanos com o novo imunizante comecem já em abril, após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Diferente da CoronaVac, distribuída atualmente em parceria com o laboratório chinê Sinovac, a vacina do Butantan utilizará ovos férteis e vírus morto em seu processo de fabricação. Para que esse produto tão essencial para a saúde dos brasileiros chegue ao mercado, o agronegócio será peça fundamental.

A Globoaves,  uma empresa especializada na produção avícola, será parceira do Butantan na produção das novas vacinas, assim como já faziam com o vírus da gripe, o influenza. “Nos orgulhamos de fazer parte do esforço do Butantan na promoção da saúde. Somos fornecedores de ovos embrionados para a produção da vacina da Influenza e, agora, da Butanvac”, disse a empresa em comunicado.

A tecnologia da ButanVac utiliza um vetor viral que contém a proteína Spike do coronavírus de forma íntegra. O vírus utilizado como vetor nesta vacina é o da Doença de Newcastle, uma infecção que afeta aves. Por esta razão, o vírus se desenvolve bem em ovos embrionados, permitindo eficiência produtiva num processo similar ao utilizado na vacina de influenza. 

Fonte: Da redação, com informações do Canal Rural
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