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FREDERICO WESTPHALEN - RS
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Multiplicação e distribuição de sementes de milho crioulo são foco de projeto no RS
Segunda, 22 de Fevereiro de 2021
Milho da variedade crioula Palha-roxa. Foto Seapdr/Divulgação

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária e da Emater/RS-Ascar, está unindo pesquisa com extensão rural para promover a multiplicação e distribuição de sementes das variedades de milho crioulas Palha-roxa e Dente-de-cão a agricultores familiares da região de Santa Maria/RS.

Uma lavoura experimental foi implantada no Centro de Pesquisa em Florestas, em Santa Maria, a partir de sementes crioulas cedidas por agricultores do município de Dilermando de Aguiar/RS. A pesquisadora Gerusa Pauli Kist Steffen coordenou um ensaio de pesquisa para avaliar o efeito de insumos biológicos no incremento da produtividade e qualidade da cultura do milho. As plantas foram manejadas em sistema orgânico, com adubação orgânica e mineral, e em cultivos consorciados com feijão preto e mandioca.

– Foi observado incremento na produtividade e qualidade do milho e do feijão consorciado pela inoculação do fungo Trichoderma, comprovando benefício do seu uso na agricultura familiar. Este fungo já é utilizado em grandes culturas, porém há poucas informações sobre sua aplicação em variedades crioulas – conta.

As sementes de Dente-de-cão e Palha-roxa estão em fase final de colheita e serão distribuídas pelo Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Santa Maria a partir de março.

– Esta proposta de pesquisa e multiplicação de variedades crioulas continuará neste e nos próximos anos. Nosso objetivo é gerar informações técnicas que contribuam para melhorar a qualidade e a produtividade desta cultura tão importante para a agricultura familiar do Estado – destaca Gerusa.

Além de permitir a sustentabilidade e autonomia alimentar de agricultores familiares, a preservação de variedades crioulas é essencial para o melhoramento vegetal, já que representam boas fontes de variabilidade genética em cruzamentos vegetais, resultando em novas variedades agrícolas.

– As projeções apontam para um grande aumento da população mundial até 2050, o que implica na necessidade de aumentar também a produção de alimentos. Para isso, é necessário somar avanços tecnológicos com variabilidade genética e biodiversidade – ressalta a extensionista Luana Fernandes Tironi, da Emater/RS-Ascar.

Fonte: Da Redação, com informações da Seapdr
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