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FREDERICO WESTPHALEN - RS
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O que a explosão no Líbano tem a ver com o agronegócio?
Quarta, 05 de Agosto de 2020
(REUTERS/Mohamed Azakir/Divulgação)

O principal silo de armazenamento de grãos do Líbano, no porto de Beirute, foi destruído na explosão dessa terça-feira, dia 4, o que deixou o país com menos de um mês em reservas de grãos, embora ainda haja farinha suficiente para evitar uma crise, disse nesta quarta-feira, 5, o ministro da economia, Raoul Nehme.

Um dia depois da devastadora explosão, Nehme afirmou à Reuters que o Líbano precisa de reservas para pelo menos três meses, a fim de garantir a segurança alimentar, e que estava olhando outras áreas para armazenamento.

A explosão foi a mais forte que já atingiu Beirute, cidade marcada por uma guerra civil há três décadas. A economia já estava desabando antes do incidente, com importações de grãos desacelerando, à medida que o país enfrentava dificuldades para obter moeda forte para as compras.

– Não há crise de pão ou farinha – disse o ministro.

– Nós temos estoques suficientes e barcos a caminho para cobrir as necessidades do Líbano no longo prazo – reiterou.

Ele afirmou que as reservas de grãos nos silos restantes do Líbano são suficientes para "pouco menos de um mês", mas disse que o silo destruído estava com apenas 15 mil toneladas de grãos, muito menos que sua capacidade, que um oficial descreveu como de 120 mil toneladas.

O distrito portuário de Beirute foi destruído pela explosão, o que desativou o principal ponto de entrada para importações que alimentam uma nação com mais de 6 milhões de pessoas.

Ahmed Tamer, diretor do porto de Trípoli, a segunda maior instalação do Líbano, disse que o local não tem armazenamento de grãos, mas as cargas podem ser levadas para armazéns a 2 quilômetros de distância.

– Tememos um enorme problema na cadeia de suprimento, a menos que haja um consenso internacional para nos salvar – disse Hani Bohsali, chefe de um sindicato de importadores.

Fonte: Com informações da Agência Brasil e Reuters
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