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Tecnologia quer superar clima e cultivar em desertos
Diversas iniciativas, inclusive no Brasil, podem habilitar áreas inóspitas para alimentar o mundo
Quinta, 10 de Junho de 2021
Divulgação

O desafio do ser humano em produzir comida para alimentar a crescente população mundial tem, entre suas possibilidades, superar o obstáculo de usar desertos para a agricultura e a pecuária.

Sem contar os continentes gelados (Ártico e Antártida), que também são considerados desertos, o planeta tem cerca de 16 milhões de Km² desses ambientes em diversos continentes. Uma área equivalente a praticamente o dobro de todo o Brasil.

Todo este espaço poderia quase dobrar a área agricultável no mundo, hoje ao redor de 18 milhões de Km², segundo a Nasa, e poderia resolver com sobras a demanda por alimentos, fibras e combustíveis.

Mas, como se sabe, cultivar em desertos não é simples. Contudo, existem algumas iniciativas e tecnologias que apontam esta possibilidade em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil.

“Areia mágica” 

A empresa árabe Dake Rechsand lançou uma linha de produtos que transforma as areias em retentoras de água e nutrientes em torno das raízes, permitindo a circulação de ar.

A tecnologia economiza até 80% da água e já foi testada em desertos na China, Emirados Árabes e Estados Unidos. Na imagem ao lado, a tecnologia foi usada para criar pomares de manga e limão no Oriente Médio.

Genética rústica 

Uma variedade de arroz de 7.000 anos descoberta na China foi transformada em uma safra comercial que pode ser plantada no deserto.

Em junho, cerca de 347 hectares de deserto foram semeados com este arroz “rústico” como campo experimental no deserto de Ulan Buh na Região no Norte da China, que tem ocupa uma área de 1 milhão de hectares.

Na foto ao lado, o arroz cresce em solo arenoso no mesmo deserto durante os testes.

Chuvas artificiais 

A China ampliou seu plano de manipulação climática e visa levar chuva e neve artificiais a 5,5 milhões de km² (equivalente a dois terços do Brasil) até 2025.

A iniciativa usa técnicas já conhecidas e usadas em outros países para semear e bombardear nuvens com objetivo favorecer a agricultura no país que, hoje, é o principal importador do Brasil.

O plano chinês, inclusive, gera polêmica pela sua grandiosidade, principalmente entre os vizinhos mais próximos ao gigante asiático como a Índia.

Oásis hidropônico 

Um grupo de empreendedores com sede em Denver, nos Estados Unidos, visa construir um oásis de 30 fazendas hidropônicas de alta tecnologia em Djibuti, em uma das regiões mais pobres da África.

O Marvella Farms vai fornecer produtos frescos cultivados durante todo o ano por meio de ambientes controlados . Entre as tecnologias, estão painéis fotovoltaicos, controle de temperatura e ferramentas digitais e outras.

Gel nanomolecular 

A startup brasileira Fertigel desenvolveu um hidrogel nanomolecular que absorve e retém até 600 vezes seu peso em água, seja da chuva ou de irrigação, e a libera segundo a necessidade das plantas.

Deste modo, pode manter uma oferta hídrica “homeopática” durante fases crucias de um cultivo, como o plantio. Tecnologia foi desenvolvida em parceria com a Embrapa Instrumentação.

Irrigação atmosférica 

Um novo tipo de solo criado por engenheiros da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, pode capturar água do ar e distribuí-la às plantas por meio de géis.

A “irrigação atmosférica”, segundo os pesquisadores, pode transformar terras inóspitas em agricultáveis, expandir a área cultivável no mundo e reduzir o uso de água na agricultura.

Cada grama de solo pode extrair aproximadamente 3-4 gramas de água do ar. Dependendo do tipo de cultura, aproximadamente 0,1 a 1 quilograma do gel pode fornecer água suficiente para irrigar cerca de um metro quadrado de solo.  Os géis no solo retiram a água do ar durante os períodos mais frios e úmidos à noite e a “dosam” durante o dia.

Fonte: Da redação, com informação AgEvolution
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